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transgênicos não são solução para a agricultura

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura

Paraty: agroecologia e preservação ambiental com sistemas agroflorestais

Composta por 6 pessoas, a família Ferreira reside no Sítio São José, na Comunidade do Sertão do Taquari, no município de Paraty/RJ, a uma hora de caminhada mata adentro. O Sítio São José visa o trabalho de agricultura ecológica para a auto sustentabilidade com qualidade de vida, visando melhorar o desenvolvimento da agricultura familiar com um sistema que seja produtivo sem agredir o meio ambiente. O maior interesse é produzir para o sustento da família através do consórcio da produção de alimentos com as plantas medicinais. 

Antes de criar este projeto de sustentabilidade a renda do sítio só garantia 18% da despesa da família. “Nós tínhamos que completar a renda com trabalho fora ou tirar palmito”, diz José Ferreira.

Em 2001 a história começou a mudar. A renda passou de 18% para 32%. Já em 2002, a renda do sítio foi de 48%, passando para 61% em 2003 e para 82% em 2004. A qualidade de vida foi alcançada em 2005, quando 100% da renda da família passou a vir das atividades realizadas no próprio sítio.

Além de melhorar a renda da família, as agroflorestas contribuíram muito para a preservação e conservação do meio ambiente.  Ainda em 2004 foi realizada a primeira Vivência de Agrofloresta, com o objetivo de reunir amigos e pessoas interessadas em conhecer o estilo de vida da família para manejos agroflorestais e plantios de mudas. As vivências agora são anuais, acontecendo todos os novembros.

Entre 2000 e 2005 foram produzidas e plantadas 31.844 mudas de espécies arbóreas e frutíferas, sendo que 80% são espécies nativas da Mata Atlântica. No mesmo período foram plantadas 52.474 mudas de palmito, num total de 84.318 mudas plantadas em 5 anos. 

Em 2006 a família resolveu parar a produção de mudas para cuidar de outras atividades, como a pesquisa do desenvolvimento das árvores e fruteiras. Porém, a idéia é plantar mais 68.580 mudas na recuperação de uma área de pasto.

Para garantir o abastecimento no período da entre-safra, a família utiliza um processo de fabricação caseira que permite armazenar a produção agrícola em conservas, sem conservantes artificiais! Este sistema de armazenamento garante que as conservas durem até 2 anos. Eles utilizam esse processo em batatas, legumes, grãos, frutas, sucos, etc.

A meta do trabalho da família é mostrar que para preservar o meio ambiente não é necessário tirar o ser humano do campo, mas sim educá-lo e orientá-lo para que viva em harmonia com a natureza e contribua para a preservação ambiental. Outro objetivo do trabalho é conservar a tradição agrícola que cada dia mais está deixando de existir, devido à falta de conhecimento e às pressões ambientais.

Fonte: Agroecologia e Preservação Ambiental com Sistema Agroflorestais. In: Agroecologia no Rio de Janeiro, Nº 1 - Outubro de 2008. Rio de Janeiro: Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro. 12 p.

Mais informações, fotos e o vídeo da IV Vivência no endereço:
http://agroflorestaferreira.blogspot.com

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